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Duorum Colheita de 2008


E aqui está mais um belíssimo, aveludado, intenso, elegante e encorpado Douro a menos de 10 euros. A marca Duorum remete para a região onde os vinhos são produzidos, o Douro, e é uma expressão latina que significa "de dois", ou seja, um interessante produto resultado da parceroa João Portugal Ramos/José Maria Soares Franco. Um vinho de cor vermelha profunda com tonalidades violetas, aroma cheio de fruto preto, com predominância do figo, da ameixa preta e da amora, é produzido predominantemente das castas Touriga Franca, Touriga Nacional e ainda Tinta Roriz em vinhas com idade superior a 20 anos e estagiou depois durante seis meses em barricas de carvalho francês. Tem um final fino e persistente. O seu preço anda perto dos 9,5 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 93 pontos. 

Van Zellers Rufo Tinto de 2008

Ora aqui está um grande tinto do Douro. Em primeiro lugar referir que "Rufo" em latim significa vermelho. Feito a partir de uvas touriga nacional e touriga franca que fermentaram em cubas de inox durante 7 a 10 dias, foi maturado posteriormente em barricas de carvalho Allier de primeiro, segundo e terceiros anos, sendo que o resultado surpreende. Na boca revela frutos vemelhos intensos com predominância para cereja, ameixa e amoras, volume qb com taninos doces mas sólidos e deveras encorpado. De final complexo e longo, é caso para dizer que fiquei verdadeiramente impressionado com a relação qualidade/preço. Em suma, a cor, a boca e o nariz, tudo nele é requinte, voluptuosidade e sedução pura. O seu preço anda perto dos 9 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 94 pontos.

Terras do Crato 2008

Aqui está o primeiro dos vinhos da Herdade do Gamito de que vos pretendo falar. Situada no nordeste Alentejano mais propriamente no concelho do Crato, a vila histórica que já foi sede da Ordem de Malta, sendo que a adega se situa bem perto do Mosteiro da Flor da Rosa. Num total de 24 hectares ficaram instaladas as castas: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Este Terras de Crato de 2008, é feito a partir de uvas das castas Aragonês, Trincadeira e Merlot, com estágio de 8 meses um cuba de inox e 4 meses em garrafa e com 14,5 % de álcool. Tonalidade ruby escuro intensa, boca com entrada fresca e muito agradável, notas de fruto vermelho maduro com especiarias presente, um vinho leve de prova fácil, bem afinado, com taninos suaves e um paladar equilibrado com final a dar boa persistência. No mercado custa perto de 5 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 87 pontos.

Quinta do Alqueve: Fernão Pires de 2008

Sobre o Fernão Pires de 2008 da Quinta do Alqueve, posso dizer-vos que fiquei verdadeiramente fascinado, uma vez mais, com outro vinho do Pinhal da Torre, do Paulo Saturnino. Neste caso, o amarelo cítrico vinca a cor, mas contudo é algo aberto, tem intensos aromas florais e é muito refrescante, notando-se na boca que estamos na presença d...e um vinho potente, de travo verdadeiramente poderoso, de persistência média e algo untuoso. Depois é um vinho com um relação qualidade-preço verdadeiramente notável - custa menos de 6 euros. Por alguma razão foi destacado pelo diário norte-americano Washinghton Post como um "recession buster", ou seja, um verdadeiro elixir anti-crise. Aconselho vivamente. O seu preço anda à volta dos 6 euros. A minha classificação pessoal fixa-se nos 90 pontos.