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Quinta dos Termos Reserva 2005

De cor rubi, com carácter, este tinto é produzido em plena Beira Interior com castas Syrah e Touriga Nacional. Depois tem um aroma austero com muita fruta preta, compotas e ameixas, taninos firmes e fortes, nota-se que ainda pode crescer em garrafa. A barrica está presente e bem integrada. É daqueles vinhos que chama mesmo por comida.O seu preço anda à volta dos 7 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 88 pontos.

Visita ás Altas Quintas


Esta manhã tive a oportunidade de visitar a propriedade das Altas Quintas, que possui uma área total de 256 hectares, e que se estendem paralelas a uma altitude que varia entre os 496 e os 770 metros, no interior do Parque Natural da Serra de S. Mamede, bem perto de Portalegre. Além dos 48 hectares de vinha, existem mais 80 hectares de pinheiros, 50 de sobreiros, 50 de cerejeiras e 8 de olival. O cicerone foi o Eng. Luis Bispo e tive a felicidade de provar grandes vinhos. O enólogo residente é o Paulo Laureano, considerado o enólogo do ano em 2004. Dois destaques. Primeiro para o Altas Quintas Reserva 2005 (Tinto), feito a partir de Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet, de cor granada de grande intensidade, com grande complexidade, de aromas elegantes, sugestões de ameixa e framboesa, cacau, compota, tabaco, chocolate preto e baunilha, de taninos redondos, suavidade de estilo, é um vinho super elegante com um final de boca de persistência alta. A minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos. Depois o Altas Quintas Crescendo 2007 (Tinto), feito a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, que fermentou em balseiros e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês, que apresenta frescura, aromas a ameixas maduras e especiarias, mostrando um interessante equilibrio, com profundidade, bastante irreverência e uma longa persistência.A minha classificação pessoal fixa-se nos 88 pontos.

PS: Lembram-se do fantástico Obsessão de 2004,
o expoente máximo das Altas Quintas, esse néctar fantático, tendo então apenas disponíveis
3350 garrafas numeradas que reflectiam a obsessão da marca pela excelência dos seus vinhos? Pois bem, preparem-se para o lançamento, ainda este ano, do seu sucessor. Apenas e só, um dos melhores vinhos alentejanos de sempre, cujo nome ainda não posso revelar ...

Xisto - Roquette e Cazes de 2005

Há, na vida convites e momentos únicos. Ontem a noite foi única: é um facto. A prova de mais um grande vinho, resultado da joint-venture entre Jorge Roquette da Quinta do Crasto e Jean-Michel Cazes do Château Lynch-Bage, correu como esperado. Estávamos, de facto, perante um vinho enorme, requintado, deveras elegante, musculado, poderoso, realizado a partir de 60% Touriga Nacional, 25% Tinta Roriz e 15% Touriga Franca, cheio de finura e delicadeza. De cor rubi, é harmonioso na boca, de taninos redondos e macios como poucos, pleno de frutos vermelhos do bosque, especiarias, flores secas, cacau e baunilha, com um final complexo daqueles é que se sente, o verdadeiro Douro. Ao que parece, o seu preço anda à volta dos 30 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos.

Kim Crawford Sauvignon Blanc de 2005

Ora aqui está uma boa surpresa ao almoço do ultimo domingo. Um grande vinho neozelandês, de Marlborough County, onde esta casta parece ter encontrou o solo ideal na produção de vinhos que colocaram o país em questão no mapa do mundo do vinho. Cor palha brilhante, aroma de pera, maracujá e líchias, um vinho complexo e elegante que conta ainda com delicados aromas florais e um leve toque mineral . Em vários momentos, aparecem ainda sugestões herbáceas e sensações de muita frescura. Na boca é muito equilibrado, com óptima acidez, deveras cremoso, bom corpo e persistência longa. O seu preço anda à volta dos 11 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 94 pontos.

Esmero de 2005


Na noite de ontem tive a oportunidade de provar um vinho, digamos que quase que único, se bem que ainda não daqueles, memoráveis. Falo-vos do Esmero Tinto de 2005. Mais um grande vinho produzido por Rui Soares, um tinto duriense saído de vinhas muito velhas, com várias castas misturadas - julgo que 11, no total, na sua grande maioria, saído de castas como a Touriga Franca, a Tinta Roriz, a Tinta Amarela, a Trincadeira, a Tinta Barroca e a Touriga Nacional -, tem um aroma floral austero, lembrando chocolate, caramelo e baunilha, com algumas notas tostadas e fumadas, lembra frutos vermelhos macerados, é complexo, tem taninos maduros e robustos. Em suma um grande tinto cheio de personalidade, de muito bom porte, vigoroso e sério, com um final longo e persistente. Sem dúvida e a meu ver, o melhor tinto na relação qualidade/preço do Douro, dos últimos tempos. O seu preço anda à volta dos 20 euros. A minha classificação pessoal fixa-se nos 94 pontos.

Quinta do Alqueve - Colheita Tardia de 2005

Produto de excelência DOC Ribatejano, mais um aliás, da Pinhal da Torre, do Paulo Saturnino, um vinho de alta qualidade e com uma personalidade forte. Para quem não sabe, bem no centro do Ribatejo, mais precisamente em Alpiarça, localizam-se as duas quintas da Pinhal da Torre: a Quinta do Alqueve, com uma ocupação de 36 hectares, e a Quinta de São João com 22 hectares. Elegendo preferencialmente as castas portuguesas, que combinam eficazmente com castas estrangeiras distintas, a Pinhal da Torre oferece vinhos de excelência da região ribatejana, que se distinguem pelo seu carácter, diferenciado e distinto. Vistos por muitos como um potencial "challenger" dos "late harvest" Sauterne, esta Colheita Tardia é feito a partir do super-amadurecimento das uvas de casta Fernão Pires.
Apresenta uma bela cor dourada, uma boa complexidade, está envolvente e harmonioso. Depois tem um carácter frutado a maça assada e maça reineta; carácter especiado a cravo-da-índia;algum aroma floral de glicínias; algum aroma caramelizado de melaço; aroma pronunciado com alguma evolução. Palato licoroso, relação perfeita entre álcool, doçura e acidez, com a acidez muito equilibrada, quase frescura; corpo denso, cheio; taninos quase imperceptíveis, apresentando depois um final complexo e persistente. O seu preço pode variar entre os 15 e os 20 euros. A minha classificação pessoal fixa-se nos 91 pontos.