"O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas" - Anton Pavlovitch Tchékhov
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Quinta do Mouro - Rótulo Dourado de 2006
Ora aqui está um enorme vinho ! Pujante, harmonioso, equilibrado, elegante, fantástico, intenso, provocador e desmedidamente potente ! Feito a partir de Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, este Rótulo Dourado estagiou entre 18 a 24 meses em barricas novas de Carvalho Francês, tem uma cor granada, um aroma poderoso a pimenta preta e muito chocolate, com alguma menta, uma fantástica acidez e um final estonteantemente louco. Um tinto alentejano único, de classe mundial ! A minha classificação pessoal fixa-se nos 98 pontos.
Gravato 2006 - Touriga Nacional
Este Touriga Nacional de 2006, estagiou em cubas de inox com aduelas durante 1 ano e mais 15 meses em garrafa. De cor intensa vermelha e com alguns laivos de violeta, este Gravato é um vinho fantásticamente agradável, mesmo aparentando uma "enganosa juventude", com um nariz a levar para o aroma a pimenta branca, nougat, baunilha e frutos vermelhos maduros (bagas silvestres, mirtilos e ameixas pretas). Depois é redondo, carnudo e gordinho como poucos, tem uma boa acidez e um final poderoso e longo. A minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos.
Amoreira da Torre Tinto de 2006
Saído das mãos do Paulo Laureano, este vinho com 13,7 % foi feito com 80% de uvas Aragonês e Trincadeira e restantes 20% de Alicante Bouchet, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, na Herdade da Amoreira da Torre, essa região demarcada de Évora, com estágio de seis meses em inox. Irreverente, perfumado, com muita presença, uma boca gordinha mas macia, de cor rubi, frutos vermelhos no nariz, bem jovem mas marcado pelas especiarias como a canela e a pimenta do reino e ainda com um ligueiro toque vegetal. O seu preço anda perto dos 3,5 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 85 pontos.
Vinha do Contador de 2006
Ora aqui está mais um enorme branco do Dão. Inolvidável e quase único. Nada melhor para acompanhar os bifes de atum à basca deste almoço. De cor amarelo vivo, este elegante e aveludado branco tem um intenso nariz com notas de ananás, flor de mimosa, baunilha, pimenta, cravinho e madeira discreta. De final complexo e longo, revelou-se uma verdadeira surpresa. O seu preço andava, quando o comprei, se bem me recordo, à volta dos 13 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos.
Condessa de Santar - Branco de 2006
Hoje ao almoço, tive a oportunidade de abrir este requintado branco de 2006 da Condessa de Santar, o vinho de topo da Casa de Santar, feito a partir de 50% de Encruzado, 25% de Cerceal e 25% de Arinto, com fermentações separadas em barricas novas de carvalho francês e posso-vos dizer que se trata de facto um vinho do "outro mundo". De cor amarelo claro dourado, a caminhar para uma mescla entre a ferrugem e o ouro, com notas de limão, maçã, flor de laranjeira e marmelada, baunilha e ainda delicadas notas de tostado das barricas, é um vinho memorável. Uma maravilha de branco, aberto, super leve e até mesmo inebriante. Que vinho fantástico. Foi-me entregue em casa a troco de 12 euros (abençoados trocos e abençoados forums) e a minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos.
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