"O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas" - Anton Pavlovitch Tchékhov
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Visita à Quinta das Bageiras
A Quinta das Bágeiras foi fundada em 1989 pelo Mário Sérgio, que reuniu as vinhas de várias gerações da sua família, fazendo um total de 12 hectares. Logo nesse ano, os primeiros vinhos ganharam alguns prémios a nível nacional e em 2004 foi eleito o Agricultor do Ano em Portugal. Nesta minha visita fui super bem recebido pelo senhor Bernardo, sendo que mais tarde se juntou a nós o próprio Mário Sérgio, um grande defensor tão mal-amada Baga e um brilhante produtor. Dos vários vinhos fantásticos provados, o destaque vai para um par de excelência a meu ver: o Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2004 e o Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2009.
Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2004
Um grande tinto austero e expressivo, com muito boa cor e uma forte presença aromárica. Nariz cheio de notas fumadas, cereja, bagas silvestre bem maduras, com taninos elegantemente frescos, carnudos e finos, é um tinto vigoroso e impressionantemente cheio de raça. O seu preço anda à volta dos 19 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 94 pontos.
Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2009
Amarelo palha intenso na cor. Um nariz portentoso com notas de limão, ananás e marmelo, cheio de riqueza mineral, revela-se na boca uma intensa frescura. Envolvente, austero, cremoso, encorpado, complexo mas com muito carácter, tem uma acidez vibrante com um final fresco e longo. Pelo preço (11 euros) não provei melhor em Portugal.No fundo, um daqueles paradigmas de elegância e corpo, que se bebe tão só por puro prazer e que vai aguentar decerto mais um porradão de anos. A minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos.
Condessa de Santar - Branco de 2006
Hoje ao almoço, tive a oportunidade de abrir este requintado branco de 2006 da Condessa de Santar, o vinho de topo da Casa de Santar, feito a partir de 50% de Encruzado, 25% de Cerceal e 25% de Arinto, com fermentações separadas em barricas novas de carvalho francês e posso-vos dizer que se trata de facto um vinho do "outro mundo". De cor amarelo claro dourado, a caminhar para uma mescla entre a ferrugem e o ouro, com notas de limão, maçã, flor de laranjeira e marmelada, baunilha e ainda delicadas notas de tostado das barricas, é um vinho memorável. Uma maravilha de branco, aberto, super leve e até mesmo inebriante. Que vinho fantástico. Foi-me entregue em casa a troco de 12 euros (abençoados trocos e abençoados forums) e a minha classificação pessoal fixa-se nos 95 pontos.
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