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Quinta do Pouchão 2010

Ora aqui está mais um belíssimo vinho de Tejo ! Saído das mãos da Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, Lda, criada em 2004, tendo como objectivo a produção e comercialização de azeites de grande qualidade, este vinho é oriundo de vinhas velhas plantadas na região de Alferrarede, Abrantes e onde predominam as castas Castelão e Trincadeira, podendo ainda encontrar uvas Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. No copo a cor granada intensa encanta desde logo e no nariz sobressaem as notas complexas a frutas silvestres vermelhos e pretos, com presença na madeira onde estagiou, apresenta sabor persistente de aromas e especiarias, com uma madeira muito bem integrada. No paladar revela uma acidez firme, taninos finos, aveludados e redondos que lhe conferem um excelente equilíbrio e um longo e elegante final de boca.A este preço e com esta qualidade, comprem já todas as garrafas que conseguirem encontrar no mercado. O seu preço anda à volta dos 6 euros e a minha classificação pessoal fixa-se nos 92 pontos.

Vista à Herdade do Perdigão


Ora e continuando pelo Alto Alentejo, desta feita realizei uma visita à Herdade do Perdigão, a poucos quilómetros de Monforte, na estreita estrada municipal que une Monforte a Arronches e que contou com a técnica de marketing da empresa, Sandra Chaves, como cicerone. Estas vinhas foram pertença original de Alfredo Saramago, vendidas posteriormente a João Lourenço (actualmente o proprietário das Altas Quintas) e mais tarde adquirida por Carlos Gonçalves. Falamos de cerca de 60 hectares, 25 hectares das quais de vinhas já maduras. O enólogo residente é David Patrício e são produzidos cerca de meio milhão de litros de vinho. Deste brancos, tintos, rosés e até um espumante, os vinhos feitos nesta quinta são acima de tudo sérios e austeros. Dois destaques, o Vinha do Almo Special Edition de 2007 e o Herdade do Perdigão Reserva Branco de 2007. O primeiro, de cor violeta escura, feito a partir de 50% Touriga Nacional, 25% Alicante e 25% Cabernet Sauvignon, é um vinho maravilhoso, de nariz intenso e profundo, balsâmico, frutado e bastante fresco. Depois predomina a fruta negra e a compota, alguma especiaria, nozes, madeira presente e muito bem casada, encorpado qb, intenso e com final de boca longo. A minha classificação pessoal fixa-se nos 94 pontos. O segundo, um poderoso monocasta Antão Vaz, cheio de mineral, de cor dourada, super-elegante, no nariz revela muita fruta de polpa branca, é gordinho, tem estrutura, revela equilíbrio e elegância no final da prova. A minha classificação pessoal fixa-se nos 88 pontos.